Benefícios do Conceito Mulligan de Terapia Manual  | Fisionorte | Fisioterapia e Pilates
15 de Outubro de 2016
0 Comentários

Benefícios do Conceito Mulligan de Terapia Manual

Beneficio do Conceito Mulligan nas restrições da coluna vertebral

 Lucinéia Camilo Fuziel¹ Fisio_lucineiafuziel@hotmail.com Dayana Priscila Maia Mejia² 

Pós-graduação em Fisioterapia em Reabilitação na Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual - (Lato Sensu) – Faculdade Ávila Resumo O trabalho apresentará o benefício do uso do conceito Mulligan, técnica utilizada através da terapia manual pelo fisioterapeuta podendo ser aplicado na coluna vertebral onde nos focaremos, porém, sendo aplicada separadamente por seus segmentos que, por sua vez, são divididos por regiões, dando-se atenção aos planos de movimento das articulações facetarias visto que é de grande importância ao fisioterapeuta que aplica a técnica conhecer a direção dos planos da coluna vertebral. O conceito Mulligan poderá ser aplicado, utilizando as técnicas – NAGS a designação para as mobilizações oscilatórias aplicáveis às articulações facetarias desde as vertebras cervicais C2 até C7 e, SNAGS uma técnica que combina movimento com deslizamentos facetários mantidos – nas restrições do movimento segmentar da coluna vertebral, porém com um diferencial das maiores das técnicas de mobilização, sua aplicabilidade ocorre com o paciente na posição sentada ou em pé com carga, sendo de muita importância haja visto que, na aplicação das técnicas sem carga, os efeitos positivos do tratamento desaparecem com o retorno do paciente na posição ortostática. Aqui também será descrito os benefícios da técnica nas disfunções da coluna vertebral e promovendo resultados satisfatórios aos pacientes que são acometidos com os problemas que venham a comprometer o movimento fisiológico da coluna, restringindo a execução de atividades diárias. Palavras-chave: Conceito Mulligan; Coluna Vertebral; NAGS. 1. Introdução A coluna vertebral, com o passar dos anos, está sujeita a sofrer e passar por vários processos, diminuindo sua resistência e ocasionando dor, o que pode ser a causa da ocorrência de doenças e limitações funcionais que levam à diminuição da autonomia e da qualidade de vida. O surgimento e a intensidade das dores na coluna vertebral variam de pessoa para pessoa, dependendo da exposição e da sobrecarga ao longo da vida. Este artigo pretende enfatizar, por meio de uma revisão de literatura, descrevendo as estruturas envolvidas neste processo e o seu tratamento com a Fisioterapia utilizando a Terapia Manual como um recurso enfocando no Conceito Mulligan, com o propósito de evitar consequências negativas para a saúde das pessoas que venham ser atingidas por tal problema. O trabalho apresentará o benefício do uso do conceito Mulligan, técnica utilizada através da terapia manual pelo fisioterapeuta podendo ser aplicado na coluna vertebral onde nos focaremos, porém, sendo aplicada separadamente por seus segmentos que, por sua vez, são divididos por regiões, dando-se atenção aos planos de movimento das articulações facetarias 2 visto que é de grande importância ao fisioterapeuta que aplica a técnica conhecer a direção dos planos da coluna vertebral. O conceito Mulligan poderá ser aplicado nas restrições do movimento segmentar da coluna vertebral, porém com um diferencial das maiores das técnicas de mobilização, sua aplicabilidade ocorre com o paciente na posição sentada ou em pé com carga, sendo de muita importância haja visto que, na aplicação das técnicas sem carga, os efeitos positivos do tratamento desaparecem com o retorno do paciente na posição ortostática. Aqui também será descrito os benefícios da técnica nas disfunções da coluna vertebral e promovendo resultados satisfatórios aos pacientes que são acometidos com os problemas que venham a comprometer o movimento fisiológico da coluna, restringindo a execução de atividades diárias. Estudando os movimentos realizados, o detalhamento da técnica de Mulligan e objetivos almejados, assim como descrevendo os benefícios deste recurso fisioterápico nas restrições da coluna vertebral causada por uma serie de fatores que vêm comprometer a população que passa a ficarem restringida a atividades cotidianas devido a dores causadas por má postura, posições viciosas e uma serie de fatores que vão causando o desconforto das pessoas afetadas com problemas em geral na coluna. A aplicação da referida técnica é contra indicada, apenas, em duas condições: a lesão lombar com desvio lateral (escoliose) que causa dor ciática e; a torção aguda do pescoço, o famoso torcicolo agudo. Essas duas condições deverá ter uma atenção especial podendo dar preferência à aplicação de outras técnicas, porém, faz-se necessário que o fisioterapeuta esteja familiarizado com as contra- indicações da terapia manual e que essas contra indicações sejam obedecidas, sendo observado se aplicação de uma articulação antes de ser mobilizada ou manipulada causar dor e se detectada é aconselhável que não de continuidade ao processo de aplicação. Esta pesquisa fundamenta-se na necessidade de mostrar ao leitor os benefícios, a qualidade de vida que a Fisioterapia vem trazendo, com auxílio da terapia manual, na recuperação de movimentos fisiológicos da coluna. O conceito Mulligan é um método eficiente, prático e objetivo podendo obter-se resultados precisos e imediatos do tratamento de diversas disfunções do sistema músculo-esqueletico, assim podendo estimular o profissional a está realizando a aplicação em sua prática clinica diária, não que venha também dispensar outros métodos e filosofias da terapia manual. Abordaremos e focaremos aqui em duas técnicas que são NAGS (deslizamento apofisários naturais) – uma mobilização oscilatória aplicada nas articulações facetárias de C2 a C7 e a SNAGS (deslizamento apofisários naturais mantidos) podendo ser aplicada desde a cervical até a região lombar da coluna vertebral. Através destas duas técnicas poderemos obter resultados imediatos e satisfatórios desde que o profissional venha a aplicá-la de forma correta. Existem outras técnicas no conceito Mulligan que são NAGS REVERSOS, MWM E SMWAMS, porém neste artigo focaremos apenas nas técnicas supracitadas. 2. Fundamentação Teórica Segundo Dutton (2010) o termo coluna vertebral descreve o conjunto de vértebras, excluindo as costelas, o esterno e a pelve. A coluna vertebral normal é composta de 29 vértebras (sete cervicais, dose torácicas, cinco lombares e cinco sacrais) e quatro segmentococcígio. O adágio que diz que “a função segue a forma" se aplica em todos os sentidos aos estudos da coluna vertebral. Embora todas as vértebras tenham características semelhantes, cada uma delas apresenta detalhes específicos que refletem a sua respectiva função. A coluna vertebral é um sistema composto por um conjunto de vértebras, discos intervertebrais, nervos, músculos, medula e ligamentos. Segundo Hall, as principais funções da coluna vertebral são as seguintes: eixo de suporte do corpo humano, protetor ósseo da medula espinhal e das raízes nervosas; e eixo de movimentação do corpo, possibilitando o movimento nos três planos: frontal, sagital e transversal (NETO; BARRETO; CORTEZ et all. 2006). 3 Quando vista de lado, a coluna vertebral mostra quatro curvaturas leves, chamadas curvaturas normais. Em relação à frente do corpo, as curvaturas cervical e lombar são convexas (salientes), ao passo que as curvaturas torácica e sacral são côncavas (escavadas). As curvaturas da coluna vertebral aumentam sua resistência, ajudam a manter o equilíbrio na posição ereta, absorvem os choques na deambulação e na corrida e auxiliam a proteger as vértebras contra fraturas (TORTORA; GRABOWSKI, 2006). Entre uma vértebra e outra, existe um disco cartilaginoso, formado por um núcleo pulposo e anéis fibrosos que são chamados de discos intervertebrais. Sua função é a de ligamento entre uma vértebra e outra completando, dessa forma, a estrutura da coluna vertebral. Além de ligar as vértebras, também atua como amortecedor entre estas, absorve choques e da flexibilidade. De acordo com FINNOCHIARO (apud , PEQUINI 1990). O disco intervertebral consiste em um núcleo central pulposo circundado por um anel fibroso. O núcleo pulposo é um gel, semelhante a uma polpa, localizado na parte médio-posterior do disco consistindo em 70% a 90% de água, o núcleo pulposo funciona como um amortecedor hidráulico modificado que dissipa e transfere as cargas entre as vértebras consecutivas. O anel fibroso contém material semelhante aquele encontrado no núcleo pulposo, diferindo apenas na proporção. No anel fibroso, o colágeno compõe aproximadamente 50% a 60% do peso seco, quando comparados com somente 15% a 20% no núcleo pulposo (NEUMAN, 2006). Todas as vértebras, com exceção da 1ª e 2ª vértebras cervicais (atlas e áxis), apresentam um plano básico estrutural único e consistem nos seguintes elementos anatômicos: um corpo vertebral, um arco vertebral, um processo espinhoso, dois processos transversos, quatro processos articulares. Os processos servem como pontos de inserção para músculos e ligamentos (SCHUNKE; SCHULTE; SCHUMACHER, et all, 2006). As vértebras se mobilizam através da compressão e deformação dos discos, e deslizamento dos ligamentos. A coluna vertebral faz movimentos de extensão, flexão, rotação e inclinação. A flexibilidade é a sua principal característica. As vértebras da coluna vertebral se articulam de modo a conferir, além de flexibilidade, estabilidade para a função de mobilização, postura e equilíbrio do tronco (AGUIAR, 1997). O segmento de movimentação da coluna consiste em duas vértebras adjacentes, três articulações intervertebrais, os tecidos moles do disco intervertebral, ligamentos longitudinais e intersegmentares, e as cápsulas das articulações facetarias (White e Panjabi, 1978). O disco e as articulações facetárias bilaterais formam um triângulo por meio do qual o movimento em uma articulação sempre produz movimento nas outras duas articulações. Na maioria das articulações vertebrais seis graus de liberdade de movimento são permitidos. Estes são: encurvamento para frente e para trás (flexão – extensão), encurvamento lateral (flexão lateral), rotação e cisalhamento ântero-posterior, cisalhamento lateral e separaçãocompressão. Biomecanicamente, as estruturas ósseas e ligamentares das vértebras são divididas em estruturas vertebrais anteriores e posteriores. As estruturas anteriores funcionam principalmente para sustentar peso, e as estruturas posteriores são responsáveis principalmente por controlar a movimentação (SMITH; WEISS; LEHMKUHK, 2006). Os movimentos ocorrem através de planos imaginários e em eixos perpendiculares ao movimento e por convenção. Os movimentos articulares são definidos com relação à posição anatômica, que coloca o corpo ereto com os pés unidos, membros superiores ao lado do corpo e as palmas olhando para frente (RASCH, 1991). Na tabela a seguir encontramos valores normativos das amplitudes dos movimentos cervicais e toracolombares (de acordo com a AAOS). ADM cervical Flexão = 45º Extensão= 45º 4 Flexão lateral esquerda= 45º Flexão lateral direita= 45º Rotação à esquerda= 60º Rotação à direita= 60º ADM toracolombar Flexão= 80º (medida com fita de 10 cm) Extensão= 20 a 30º Flexão lateral esquerda= 35º Flexão lateral direita= 35º Rotação à esquerda= 45º Rotação à direita= 45º Tabela com os valores normativos das amplitudes dos movimentos cervicais e toracolombares retirada da seguinte fonte Livro MDS: Manual de Sobrevivência para Fisioterapia, Olga Dreeben- Rio de janeiro: Guanabara Koogan 2010 Somente movimentos limitados são possíveis entre vértebras adjacentes, mas a soma desses movimentos confere considerável amplitude de mobilidade na coluna vertebral como um todo. Movimentos de flexão, extensão, lateralização, rotação e circundação são todos possíveis, sendo essas ações de maior amplitude nos segmentos cervical e lombar que no torácico. Isso ocorre porque os discos intervertebrais cervicais e lombares apresentam maior espessura, não sofrem o efeito de contenção da caixa torácica, seus processos espinhosos são mais curtos e seus processos articulares apresentam forma e arranjo espacial diferente dos torácicos. A flexão é o mais pronunciado movimento da coluna vertebral (NATOUR, 2004). Os músculos da coluna vertebral desempenham importante função na manutenção de sua estabilidade, equilíbrio, movimentação dos membros e participam dos mecanismos de absorção dos impactos protegendo a coluna de grandes sobrecargas. Atuam na coluna vertebral integrados e em harmonia, porém é necessário compreender a função de cada grupo muscular e sua sincronia durante a realização dos diversos movimentos. São divididos em grupos, com funções distintas de acordo com os segmentos da coluna em que estão situados. Entre as suas importantes funções, além da movimentação, proporcionam estabilidade da coluna. Diversos músculos atuam, entre os quais os rotadores, interespinhosos e multifídeos (CAILLIET, 2001). Os músculos do tronco são divididos em dois grupos: os músculos profundos, que são os oblíquos internos, o transverso abdominal e os multífidos; e os músculos superficiais, que são os oblíquos externos, os eretores espinhais e o reto abdominal. Todas essas musculaturas, de uma forma geral, contribuem para o suporte da coluna vertebral e da pelve. Porém, especificamente, os músculos abdominais possuem um importante papel na estabilização da coluna lombar e da cintura pélvica (NUNES, 2013). Fisiopatologia A postura corporal está diretamente ligada à personalidade, ao meio em que se vive, à atitude em relação às situações da vida, ao tipo de trabalho, ao meio social e também às forças muscular e gravitacional. A boa postura é aquela que é visualmente aceitável e também quando há um equilíbrio e um bom funcionamento entre as estruturas e os órgãos. Para 5 trabalhar na prevenção de problemas posturais é necessário respeitar as características biomecânicas de cada indivíduo, utilizar mobiliários e ferramentas adequadas, ter pausas durante o trabalho e considerar que a postura é uma estrutura complexa que vai variar de pessoa para pessoa (MENDONCA; DUARTE, 2009). A Academia Americana de Ortopedia define postura como o estado de equilíbrio entre músculos e ossos com capacidade para proteger as demais estruturas do corpo humano de traumatismos, seja na posição em pé, sentado ou deitado. A postura também pode indicar a posição relativa dos segmentos corporais durante o repouso ou atividade. Assim, a manutenção de uma boa postura durante uma atividade específica depende de uma interação complexa entre as funções biomecânicas e neuromusculares. Uma boa postura deve ser aquela que previne movimentos compensatórios, distribui adequadamente as cargas e conserva energia (MARQUES; HALLAL; GONÇALVES, 2010). Os distúrbios e problemas músculo-esqueléticos encontram-se, atualmente, no topo dos indicadores de doenças ocupacionais, quando se enfocam as perturbações na saúde dos trabalhadores. Independentemente do tipo de atividade ou do produto fabricado, do processo e organização do trabalho, as estruturas músculo-esqueléticas passam a ser alvo frequente de agressões. As causas dessas agressões são diversas, considerando desde posturas críticas adotadas durante a jornada até fatores psicossociais e emocionais que acabam por acarretar posturas de proteção (posturas estáticas prolongadas) (RENNER, 2006). Tais alterações anatômicas, já incorporadas à espécie e à coluna vertebral, são novamente modificadas com a idade, hábitos, tipo de trabalho, e outros fatores. A evolução de cada ser humano, desde o período embrionário até a vida adulta, passa por fases distintas, influenciadas por inúmeros fatores, desde os genéticos aos psicológicos, fisiológicos, experiências físico-motoras e vícios posturais, sendo que estes últimos podem contribuir negativamente para a posição final da postura do individuo, causando sérias perturbações da coluna vertebral (CARNEIRO; SOUSA; MUNARO, 2005) Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre de dores na coluna. O que muita gente não sabe é que o principal motivo que causa esta vilã conhecida como dor nas costas é a má postura. Sabe-se que são muitos os fatores que podem levar uma pessoa a adquirir o hábito da má postura. Dentre os principais estão as atividades de vida diárias (AVDs), ou seja, a maneira de se sentar, de se deitar e dormir em colchões inadequados ao peso corpóreo, de carregar peso, dirigir um automóvel, a prática de atividade física inadequada, entre outros (BAPTISTA; FREITAS,2013). A dor vertebral crônica é uma doença multifatorial bastante presente atualmente. A sua fisiopatologia complexa, e ainda pouco conhecida, favorece para que erros sejam cometidos no diagnóstico e tratamento desta enfermidade (MARCONDES, LODOVICHI , CERA 2010). O diagnóstico diferencial das doenças da coluna vertebral é muito amplo, porém, o grupo principal de afecções está relacionado a posturas e movimentos corporais inadequados e às condições de segurança e higiene do trabalho, que determinam atividades laborativas antiergonômicas, capazes de produzir agravos à coluna vertebral (CARAVIELLO, et all, 2005) . As algias da coluna podem estar relacionadas com diferentes patologias, por esse motivo a dor referida na coluna é considerada um sintoma que deve ser investigado para se obter um diagnóstico preciso e assim tratá-la. O mesmo autor acrescenta dados de pesquisas que mostram parte da população brasileira com queixa de problemas na coluna e vai a médicos constantemente. A medicina tem procurado novas técnicas para tratar as diversas afecções da coluna que acometem boa parte da população, cerca de 80%, com idade inferior a 45 anos, que não apresentam doenças, mas, um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes (GOLDENBERG, 2010 apud BENASSI, et all ). 6 O trabalho deste artigo aqui proposto não se foca apenas em uma patologia especifica, mas sim nas causas que estas patologias trazem ao paciente, como as restrições dos movimentos realizados pela coluna dificultando as atividades diárias que acometem um grande grupo de pessoas, devido há má postura, a falta de alongamentos, e exercícios. Um dos objetivos deste trabalho além de trazer ao leitor a conscientização sobre o funcionamento articular e biomecânico da coluna, é mostrar o beneficio de uma técnica em especial que pode ser utilizada para ajudar na recuperação de movimentos fisiológicos levando também ao alívio da dor. Conceito Mulligan Existe uma variedade de tratamentos para a dor na coluna dentre os quais a terapia manual vem mostrando grande crescimento (GODINHO; CORDEIRO; COIMBRA 2011). Dentre as várias técnicas de terapias manuais destaca-se a técnica Mulligan. Esta técnica foi desenvolvida pelo fisioterapeuta Brian Mulligan, em 1954, na Nova Zelândia. Mulligan contou com a colaboração dos principais expoentes internacionais da terapia manual, tais como Maitland, Cyriax, Elvey, Mackenzie. Desde 1972, Brian Mulligan e sua equipe vem divulgando sua técnica pelo mundo. Esta se baseia na teoria da falha posicional que diz que quando se tem uma lesão, a articulação pode assumir uma posição ligeiramente anormal, muitas vezes invisível em exames, como raios-X, e estas pequenas falhas causam restrições de movimento com ou sem dor. A técnica consiste da aplicação de movimentos acessórios na coluna vertebral, livres de dor. Quando os movimentos acessórios são associados a movimentos ativos livres são denominados de SNAGS (traduzido como deslizamentos apofisários naturais mantidos). Quando são apenas movimentos acessórios são denominados NAGS (traduzido como deslizamentos apofisários naturais). Espera-se que imediatamente após a aplicação da técnica a função seja aumentada e a dor diminuída. Tanto o SNAGS, quanto o NAGS são aplicados somente à coluna (SILVA; MARTINS; GOMES, et all, 2011). Para Mulligan (2009), as mobilizações devem respeitar o plano facetário de cada segmento vertebral e o local de dor referido pelo paciente. Tanto NAGS quanto SNAGS devem partir deste princípio para obtenção do sucesso no tratamento. Exelby (2002) corrobora com Mulligan (2009) quando a mesma afirma que NAGS são de valor inestimável quando bem executadas, favorecendo o alívio da dor, podendo ser aplicada na maioria das patologias da coluna (LAMA;NASCIMENTO, 2010). O Conceito Mulligan, é uma terapia manual que baseia-se na restauração do alinhamento normal de uma articulação resultando em aumento da flexibilidade e função da mesma. Aplicações repetidas do correto procedimento deverão restaurar a memória do movimento e manter a correção das falhas posicionais. Segundo Mulligan (1999), criador desse conceito, após lesão ou injúria uma articulação pode assumir uma posição ligeiramente anormal. Uma das técnicas do Conceito Mulligan é o Tape que pode ser usado para manter a correção de uma articulação. O objetivo principal da aplicação do Tape é manter a reposição da falha posicional (SULZBACHER, 2005). Mulligan (2004) descreve o conceito Mulligan como movimento passivo por deslizamento (Glide) das facetas articulares (micromovimento articular) associado ao movimento ativo, além de uma pressão em final de arco, chamada Overpressure, sendo realizada repetidas vezes. A técnica é versátil e pode ser aplicada com carga, sem carga, na posição de dor específica ou em posição funcional (LAMA, 2009). NAGS é a designação para as mobilizações oscilatórias aplicáveis às articulações facetarias desde as vertebras cervicais C2 até C7. É uma técnica cujo nome adveio do acrônimo da língua inglesa Natural Apophyseal Glides e que significa “Deslizamento Apofisários Naturais”. NAGS são mobilizações nas articulações facetárias, cuja graduação vai desde a metade até o final da amplitude de movimento, as quais são aplicadas no sentindo ântero– 7 cranial ao longo dos planos de tratamento das articulações selecionadas. Sua aplicação é feita de forma gradual, de acordo com a tolerância do paciente, e nunca deverá causar dor, ou, quando muito, um ligeiro desconforto. O posicionamento do paciente é sempre sentado, a posição inicial conveniente é mais aceitável que a posição de decúbito ventral, especialmente para os pacientes cifóticos. Os NAGS, que podem ser aplicados conjuntamente com uma pequena tração manual – é o que os torna mais confortáveis, são indicados para aumentar a amplitude de movimento da coluna e diminuir a dor associada e, se aplicados cuidadosamente, são extremamente benéficos nos idosos. No paciente com rigorosa restrição de movimento da coluna cervical, os efeitos da aplicação são como uma graça concedida por Deus, presumindo-se que a perda de movimento não seja decorrente de lesão estrutural grave ou outra patologia contra- indicada. SNAGS no idioma inglês, o acrônimo significa “Deslizamento Apofisários Naturais Mantidos”. Como técnica, a aplicação é notavelmente benéfica nos sintomas nas partes cervical, torácica e lombar da coluna vertebral. SNAGS é uma técnica que combina movimento com deslizamentos facetários mantidos. A princípio foi descrito como somente um movimento vertebral, porém quando as facetas são reposicionadas, é possível combinar essa mobilização com movimentos até mesmo das extremidades (MULLIGAN, 2009, p. 2 e 6). 3. Metodologia Este estudo é uma revisão bibliográfica de artigos de natureza qualitativa sendo descritiva fazendo-se uma busca do assunto encontrado artigos de 1990 a 2013, nas bases de dados Pubmed, Lilacs, Scielo e Google acadêmico, livros e monografias, que abordam temas e assuntos relacionados à Coluna Vertebral. Foram utilizadas como palavras-chave na pesquisa ao banco de dados na internet enfocando na parte de anatomia, fisiologia, fisiopatologia da coluna vertebral e conceito Mulligan. E artigos com relação direta e indireta ao tema proposto. Os artigos mais antigos puderam ser incluídos por serem recorrentemente citados e apresentarem inegável valor histórico. 4. Resultados e Discussão Segundo Ladeira (2007), a origem da Terapia Manual vem da Grécia Antiga e, mesmo sendo esquecida pelos médicos dos Séculos XVIII e XIX, sua prática voltou com força nas últimas décadas e atualmente é um grande auxílio da medicina moderna. Esta aceitação médica se deu em razão dos resultados satisfatórios enquanto utilização científica no tratamento de disfunções músculo-esqueléticas. Este sucesso pode ser observado na United States Clinical Practice Guideline, Acute Low Back Problems in Adults, um guia publicado por um painel de especialistas e pesquisadores do governo americano, recomendando o uso de terapia manual (LADEIRA,2007). Visto atualmente o grande interesse dos Fisioterapeutas pela terapia manual, esta acabou sendo valorizada, pois através dela há o desprendimento de aparelhos eletroterapêuticos e os profissionais estão indo em busca de qual conceito e técnica melhor se adéqua a essa gama de variedade que vem sendo oferecida a utilizar, qual o mais pratico e de fácil aplicação. Em particular escolhemos para aborda neste trabalho o Conceito Mulligan, uma técnica de terapia manual que vem se mostrando benéfica, em pacientes com severas restrições de movimento da coluna vertebral. Enfatizamos duas técnicas em particular que são a NAGS e a SNAGS tendo em vista que a maioria dos problemas que ocorrem na coluna vertebral vem em 8 consequência de problemas músculo-esqueleticos, levando o paciente a restrições que, ao passar do tempo, quando não tratadas se agravam, podendo levar a incapacidades. O Conceito Mulligan quando aplicado corretamente, como o criador dela indica, pode-se obter um resultado satisfatório e gratificante tanto para o fisioterapeuta quanto ao paciente. Os deslizamentos devem ser rítmicos – três por segundo e são aplicados desde a metade até o final da amplitude, estas manobras são repetidas até seis vezes, e então os resultados conquistados são avaliados. Porém, às vezes são necessárias várias séries para que possa obter um bom resultado. Brian Mulligan em seu livro... cita que “quando aplicadas corretamente os pacientes descrevem-nas como ótimas e sentem que a rigidez se desfaz” (MULLIGAN, 2009, p. 5). O aplicador do Conceito Mulligan deve sempre levar em consideração que as falhas posicionais mínimas ocorrem logo após uma lesão ou esforço e causam restrições de movimento ou dor. Nem sempre elas são palpáveis ou evidenciadas em exames de imagem, mas quando a mobilização de correção (NAGS ou SNAGS) é mantida, a função indolor é recuperada e, após várias repetições da técnica, o benefício é duradouro. Podendo assim ser obtido o resultado satisfatório que o aplicador da técnica busca e o paciente podendo então sair satisfeito. Essa técnica que inicialmente era exclusivamente aplicada apenas na região cervical, porém se mostrou tão eficaz que foi sendo adaptada a outros segmentos da coluna vertebral que se denominou como SNAGS, mostrando-se ser benéfica, segura, indolor e de fácil aplicação, assim como a técnica de NAGS. O grande diferencial do Conceito Mulligan como as outras técnicas de mobilização é que ao invés de ser aplicada na posição deitada, ela será aplicada na posição sentada ou em pé. A linha de raciocínio para tal explicação é de que quando o paciente deitado, as mobilizações mais convencionais deixavam transparecer uma imediata melhora, a qual desaparecia tão logo o paciente assumisse uma posição que envolvesse apoio de peso. Já com o uso do Conceito Mulligan esta reação negativa não acontecia, pois a técnica é aplicada em posição sentada ou em pé com carga e com mobilizações com movimento ativo e aplicação de pressão adicional passiva tendo assim um resultado satisfatório. E mesmo que haja qualquer falha na aplicação da técnica que venha desencadear a dor, não resultará em nenhum risco de dano, devido à técnica ser sutil, deixando assim o aplicador da técnica com menos receio. Os pacientes que venham a apresentar certa irritabilidade ou desconforto o aplicador, por mais que venha suspender o conceito Mulligan, já vai ficar em alerta para outras manobras que podem desencadear uma série de fatores agravando o paciente. Porém, a dor relatada pelo paciente, quando manifestada, pode decorrer de vários motivos, os quais devem ser avaliados e investigados cautelosamente, pois poderá está ocorrendo devido o Fisioterapeuta está aplicando no nível incorreto, ou na direção do deslizamento poderá também não esta sendo a correto, ou até mesmo não está respeitando o tempo certo. O tempo é um fator a ser sempre respeitado, pois em poucos minutos pode-se saber se a técnica está obtendo resultados e se a aplicação está realmente sendo aplicada de forma correta. Ela pode ser aplicada na maioria das articulações da coluna desde o occipital até o sacro, e quando indicada a sua aplicação e indolor no qual será regra determinante nas aplicações o Fisioterapeuta deve sempre orientar ao paciente como ocorrerá as sequências da técnica para que haja uma feed back positivo. Para todos os tipos de restrições de movimento existe uma forma de intervenção, o Fisioterapeuta quando chega ao domínio da técnica possibilita saber qual é a mais apropriada no caso clinico que o paciente avaliado apresenta. Como podemos observar o Conceito Mulligan apresenta resultados satisfatórios e deixa o aplicador empolgado e confiante em suas aplicações. 9 Muitos artigos vêm citando que as técnicas NAGS e SNAGS têm se mostrado realmente benéficas em severas restrições de movimento. Mulligan diz que em 30 anos de prática terapêutica apenas um paciente não apresentou resultados satisfatórios, porém o autor fez suas adaptações conseguindo reverter o quadro usando o conceito Mulligan –NAGS REVERSOS, que aqui em nosso trabalho não iremos aprofundar. Dentre as varias técnicas da terapia manual o Conceito Mulligan foi uma que se destacou, devido os resultados que já foram obtidos e comprovados pelo próprio criador do conceito, resultados estes que muitos pacientes sentirão melhora imediata e sendo a queixa principal relatada por cada um solucionada ou até mesmo um resultado de alivio de dor, mas duradouro, inclusive durante suas atividades antes incapacitados de realizar, podendo ser realizadas. 5. Conclusão Diante do que foi dito, e debatido neste artigo, podemos concluir que o trabalho aqui proposto teve como finalidade enfatizar e esclarecer os benefícios do Conceito Mulligan aplicado sobre a coluna vertebral, estrutura fundamental do corpo que sofre vários impactos no cotidiano levando as sérias restrições, e o Conceito Mulligan concentra-se nos movimentos anormais da coluna vertebral e nos efeitos que este desajuste causa ao corpo, e tem como finalidade maximizar a mobilidade e aperfeiçoar a função para permitir um melhor arco de movimento. Antes do tratamento, toda a coluna vertebral e os membros são examinados para identificação de restrição de movimento em cada articulação. Detectada a restrição, a articulação afetada será tratada dando aplicabilidade com as técnicas que o conceito Mulligan abrange. Durante a leitura do artigo, o mesmo explicou e passou informações de como a coluna é composta biomecanicamente e como aplicar as técnicas que foram enfocadas dando orientações valiosas. O tratamento com o uso do Conceito Mulligan, tem o objetivo de aumenta a eficácia da terapia manual nas disfunções da coluna vertebral. É também um tratamento efetivo para dores agudas e crônicas causadas por problemas biomecânicos. Apresentei como base uma problemática que muitos profissionais da área vêm se perguntando, qual técnica pode está beneficiando os pacientes com restrições na coluna vertebral? Foi quando me perguntei quais os benefícios que o uso do conceito Mulligan traz nas restrições da coluna vertebral? O interesse na pesquisa veio se fundamentando visto à grande necessidade de uma técnica que venha beneficiar os pacientes, no qual cada vez, mas estão indo em busca por um tratamento fisioterapêutico, devido às restrições que vem sofrendo ao desenvolver suas atividades do cotidiano, a procura por um tratamento que dei uma qualidade de vida aos pacientes que se queixão constantemente durante os atendimentos fisioterapêuticos, perguntas como estas foram se fundamentando, visto também a necessidade de focar em uma técnica de tantas que a terapia manual oferece, porém não nos impede de combinar a técnica com outras para obter beneficio. A pesquisa aqui proposta ao decorrer do seu desenvolvimento foi se aprofundando levando um esclarecimento de duvidas que surgem: “que movimentos a coluna realiza, como ela esta composta, como a técnica será aplicada, e que benefícios ela vai trazer a esse meu paciente” perguntas estas que procuramos responder ao decorrer de todo o desenvolvimento do testo, falamos de anatomia, fisiologia e fisiopatologia detalhamos a técnica o tempo de aplicação e as posições, passando assim também ao leitor e ao profissional fisioterapeuta confiabilidade na sua aplicabilidade não trazendo nenhum dano subsequente a aplicação. O artigo procura passar informações seguras de fontes de confiabilidade, podendo apresentar ao decorrer citações do próprio criador do conceito Mulligan, mostrando assim que resultados podemos obter na quebra de restrição de movimento em que nosso paciente se encontra, levando ao alivio da dor, e trazendo o mesmo as suas atividades diárias normais. Objetivamos uma contribuição informativa e esclarecedora ao leitor e aos profissionais da área da 10 fisioterapia que estão em busca de mas informações, e conhecimento, profissionais que vão em busca de acrescentar no seu cotidiano de atendimento técnicas renovadoras e praticas de ser aplicada, pois podemos observa que a busca de novos conhecimentos na terapia manual vem aumentando devido a vontade do profissional está tendo um desprendimento de aparelhos eletroterapêuticos. O conceito Mulligan é um Conceito que chama atenção por abranger técnicas fáceis de ser manipulado, o interessante também aqui que ela tem o seu diferencial na forma de aplicação como o paciente ira se posicionar e expondo informações o porquê daquela posição, informações como estas que são de grande importância. Através do NAGS e SGNAS podemos chegar a resultados realmente satisfatórios podendo o desalinhamento funcional ser ajustado, restaurando o movimento da articulação vertebrais através do uso apenas das mãos ou dedos do terapeuta, é um tipo de tratamento muito delicado e específico. O propósito é corrigir as restrições na coluna e articulações atingindo de maneira positiva. Ao contrário de alguns outros métodos de manipulação não específicos, o tratamento não causa um stress excessivo em ligamentos, trabalhando com o limite anatômico normal da articulação e estruturas de suporte. A maioria dos pacientes mostra uma visível melhora após uma a sessão. Problemas agudos frequentemente respondem rapidamente à terapia, ao passo que problemas crônicos normalmente requerem tratamentos mais longos. O artigo aqui proposto tem como objetivo instigar o leitor a se aprofundar no conceito Mulligan não apenas se limitando na leitura deste artigo e sim indo à busca de novas informações sobre as outras técnicas que o conceito Mulligan abrange, dando incentivo de novas pesquisas para o enriquecimento e a valorização do profissional que busca novas metas de tratamento através de estudos de confiabilidade, podendo ajudar na sua pratica profissional dentro dos consultórios, para oferecer um atendimento seguro. Esperamos que durante a leitura as informações apresentadas venham prender a atenção do leitor, levando a uma vontade e curiosidade de aplicação, tendo em consideração que passamos informações seguras e explicamos como a técnica deve ser aplicada, em que posição melhor se aplica a técnica, tipos de informações na qual hoje encontramos dificuldades de encontrar em muitos artigos hoje proposto deixando o leitor desmotivado por busca de fontes de conhecimento cientifico. 


11 Referências BAPTISTA, Ana Carolina de Carvalho; FREITAS, Juliana Pessanha de. Aplicação x Eficácia: Avaliação dos efeitos de técnicas cinesioterapêuticas no tratamento de pacientes com dores crônicas na coluna vertebral. Revista Ciência Atual Vol.1,N°2.Rio de Janeiro 2013. BARBOSA, Fernando. Trabalho da Mobilidade da Coluna Vertebral para o Praticante Avançado de Fitness com a Técnica De Pilates. Bahia, 2005. BENASSI, Angélica Cristina Totti; GEREMIAS, Claudiane; PELAQUIM, Vanessa. Cervicalgia – uma Revisão da Literatura. Londrina 2010. BRITO, Ana Júlia Cunha. Planos e eixos e nomenclatura dos movimentos humanos. Belém – PA, 2005. CAILLIET, René. Síndrome da Dor Lombar. Porto Alegre: Artmed, 2001. CARAVIELLO, Eliana Zeraib, Sílvia Wasserstein, Therezinha Rosane Chamlian, Danilo Masiero Avaliação da dor e função de pacientes com lombalgia tratados com um programa de Escola de Coluna, 2005. CARNEIRO, José Ailton Oliveira; SOUSA , Lucas Matos de; MUNARO, Hector Luiz Rodrigues. Predominância de Desvios Posturais em Estudantes de Educação Física da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Bahia: Rev.Saúde, 2005. DREEBEN, Olga, MDS: Manual de Sobrevivência para Fisioterapia . Rio de Janeiro: Editora Koogan, 2010. DUTTON, Mark. Fisioterapia Ortopédica: exame, avaliação e intervenção. Porto Alegre: Artmed, 2010. GODINHO, A.C.S; CORDEIRO,K.R.B; COIMBRA, D.N . Efeito Terapêutico do Alongamento e Tração Manual da Coluna com Protusão Discal Lombar na fase crônica. Manaus, 2011. LADEIRA, Carlos. Terapia Manual: Definições, Princípios e Conceitos Básicos. Manaus, 2007. LAMA, Eduardo André Louzeiro. Abordagem do Conceito Mulligan na Epicondilalgia Lateral: Uma Nova Visão em Terapia Manual. Belém: ESAMAZ , 2009. LAMA, Eduardo André Louzeiro; NASCIMENTO, Raphael Galvão. Estudo em terapia manual através das técnicas de pompage, mulligan e maitland aplicadas à cervicalgia. Uma revisão da literatura. Belém: ESAMAZ, 2010. MARCONDES, Freddy Beretta ; LODOVICHI Samuel Satraceri ; CERA, Milton. Terapia manipulativa ortopédica na dor vertebral crônica: uma revisão sistemática. São Paulo: ACTA FISIATR, 2010. MARQUES, Nise Ribeiro;. HALLAl, Camilla Zamfolini; GONÇALVES, Mauro. Características biomecânicas, ergonômicas e clínicas da postura sentada: uma revisão Fisioterapia e Pesquisa. São Paulo, v.17, n.3, p.270-6, jul/set. 2010 1, l1, 2. MENDONÇA, Agnes Luciana Souza; DUARTE, Marcelo Silva. Efeitos do Método Pilates nas algias e nas curvaturas da coluna vertebral. Um estudo de caso. Rio de Janeiro, 2009. MILLER, Jack; THER, Di Manip . The Mulligan Concept; The Next Step in the Evolution of Manual Therapy , Published Orthopaedic Division Review May/June 1999 MULLIGAN, Brian R. Terapia Manual técnicas NAGS-SNAGS-MWM e suas variantes. São Paulo: Premier, 2009. NATOUR, Jamil e colaboradores. Coluna Vertebral. São Paulo: Copyright, 2004. NETO, Ajalmar R.; BARRETO, Guilherme A.; CORTEZ, Paulo C.; et all. Classificação de patologias da coluna vertebral usando redes neurais artificiais .Ceará, 2006. 12 NEUMAN, Donald A. Cinesiologia do Aparelho Músculoesquelético: Fundamentos para reabilitação física. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2006. NUNES, Raiany Irene Domingos. Os efeitos do Método Pilates na postura: estudo de revisão. Goiânia, 2013. PEQUINI, Suzi Mariño. A evolução tecnológica da bicicleta e suas implicações ergonômicas para a máquina humana: problemas da coluna vertebral x bicicletas dos tipos Speed e Mountain Bike. São Paulo, 2000. RENNER, Jacinta Sidegun. Prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Revista fisioterapia manual V. 04 - N.16 - Abril/Junho 2006 - ISSN 1667-5937. SCHUNKE, Michael; SCHULTE, Erik; SCHUMACHER, Udo, et all. Trabalho da mobilidade da coluna vertebral para o praticante avançado de fitness com a técnica de pilates. FERNANDO BARBOSA¹ Citado deste artg.; 2006 SILVA, Glaucia Rocha da; MARTINS, Priscila Rosa; GOMES, Karla Aquino; et all. Efeito de técnicas de terapias manuais nas disfunções craniomandibular. Juiz de Fora: RevBrasCienMed Saúde, 2011. SILVA, Gláucia Rocha; MARTINS, Priscila Rosa; GOMES, Karla Aquino; DI MAMBRO, Taís Resende; ABREU, Nathália de Souza. O efeito de técnicas de terapias manuais nas disfunções craniomandibular . Juiz de Fora, Revista Brasileira de Ciências Médicas e da Saúde ,2011. SMITH, Laura K; WEISS Elizabeth L.; LEHMKUHK L. Don. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. Editora Manole Ltda, 2006 SOUZA, Marcelo Von Sperling de. Estudo da relação entre a força aplicada e o deslocamento da articulação do tornozelo durante a manobra de mobilização articular ântero-posterior do tálus em indivíduos assintomáticos. Belo Horizonte, 2006. SULZBACHER, Marta Elisa. A Avaliação do Tape na Marcha de Pacientes com Doença Vascular Encefálica. Novo Hamburgo. 2005. TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre: Artmed, 2006.

Compartilhe

0 Comentários